Jornal O Popular (GO): Casal volta às pistas na Copa Truck

Renato e Débora - RM MotorsA primeira etapa da história da Copa Truck, que será realizada neste fim de semana, no autódromo de Goiânia, terá importância especial para dois pilotos. Após cinco anos, Renato Martins, de 58 anos e primeiro campeão da Fórmula Truck, voltará à ativa. Na ocasião, ele reencontrará uma adversária e companheira de longa data, cujo talento nas pistas ele conhece melhor do que ninguém: Débora Rodrigues, 49, com quem está casado há 19 anos.

As quase duas décadas de união representam também o tempo de carreira de Débora, cujo sucesso ela atribui aos ensinamentos do marido. Em 1998, a piloto fez sua estreia na categoria e, desde então, integra a RM Motors, equipe idealizada por Renato.

“Andar ao lado dele novamente é muito legal para mim. Afinal de contas, tudo o que eu aprendi foi com ele. Para mim é uma satisfação. Melhor ainda se eu conseguir ficar à frente dele, aí vou poder falar que ele ensinou bem”, diverte-se Débora. “Já estou vendo no domingo à noite as gozações”, lamenta Renato, em tom de brincadeira.

Copa Truck

Apesar da parceria na vida, o casal garante que, durante as competições, não há moleza. Na pista, há a preocupação com a segurança um do outro, mas, quando se trata de competição, ninguém “tira o pé” para beneficiar o outro.

“Nós temos um problema um com o outro: para passar, tem de bater. É bronca!”, diz Renato, que se lembra de ter vivido maus bocados em uma das ultrapassagens de Débora. “Uma vez, em Curitiba, ela me passou e, de dentro da cabine, eu escutei a arquibancada comemorar gritando o nome dela. Fiquei com muita raiva”, conta ele, que garante lidar bem com o assédio que a piloto recebe dos fãs, dentro e fora das pistas.

Para a paranaense, a recepção que tem do público é a resposta para seu trabalho. “As pessoas se surpreendem por eu estar há 19 anos na categoria e ter sempre esse assédio. Para mim, é satisfatório. Segurar o público por tanto tempo é sinal de estar fazendo um trabalho legal”, avalia a piloto.

Deixando a disputa de lado, o ambos valorizam o trabalho desempenhado na categoria durante anos. “O Renato, assim como eu, ele não é um piloto de carreira. Era um caminhoneiro que resolveu correr e se transformou no primeiro campeão da categoria. É uma coisa muito admirável e não sou só eu que digo”, afirma Débora.

Imagem de Cláudio Reis e texto de Carol Almeida

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