Débora Rodrigues

Débora Rodrigues

Débora Rodrigues – Débora foi por muito tempo a única mulher piloto de caminhões no Brasil, por este fato ela é considerada a “musa da Fórmula Truck”. Esse título lhe foi concedido não apenas por ser uma piloto de conduta exemplar, mas também por desempenhar um papel fundamental neste show, que leva aos autódromos brasileiros 45.000 pessoas em media por corrida. A piloto, de forma descontraída e irreverente, conduz o público a se envolver nas brincadeiras que antecedem a largada, fazendo com que o fã se aproxime da competição, interagindo com os competidores e com a categoria em si. Primeiro piloto do sexo feminino a pontuar na Fórmula Truck. Única mulher a participar continuamente nesta categoria do automobilismo.
Vivência com caminhão

Pelo fato do seu pai ser caminhoneiro, Débora passou boa parte da infância e pré-adolescência na boleia de um caminhão acompanhando-o em muitas viagens, até tornar-se uma profissional e passar a trabalhar com veículos pesados.

Seu envolvimento com a FÓRMULA TRUCK aconteceu em 1998, período em que concluía o curso de pilotagem automobilística e manifestou o interesse de participar das corridas de caminhão.

Nos primeiros meses de convivência com o Truck de competição, Débora demonstrou uma grande capacidade de adaptação, destreza e muito empenho em querer aprimorar-se, fatores indispensáveis na formação de um bom piloto.

Musa da Fórmula Truck

Débora é a única mulher piloto de caminhões em atividade no Brasil, e por este fato ela é considerada a “musa da Fórmula Truck”. Esse título lhe foi concedido não apenas por ser uma piloto de conduta exemplar, mas também por desempenhar um papel fundamental neste show, que leva aos autódromos brasileiros 45.000 pessoas em media por corrida.

A piloto, de forma descontraída e irreverente, conduz o público a se envolver nas brincadeiras que antecedem a largada, fazendo com que o fã se aproxime da competição, interagindo com os competidores e com a categoria em si.

Primeiro piloto do sexo feminino a pontuar na Fórmula Truck. Única mulher a participar continuamente nesta categoria do automobilismo.

Presença na Mídia

Após participar de um ensaio fotográfico para a revista Playboy, Débora Rodrigues aumentou sua projeção na mídia impressa e eletrônica em todo o Brasil comandando o programa “FANTASIA”, um sucesso de audiência do SBT, emissora em que também executou outros trabalhos como o programa “Do tamanho do Brasil” conduzido por Sérgio Reis. Atualmente continua na televisão apresentando diversos quadros no programa Siga Bem Caminhoneiro, também no SBT.

“Minha História” – por Débora Rodrigues

“A liberdade me fascina demais. Não nasci para ficar presa em um só lugar, sempre quis conhecer paisagens e pessoas diferentes. Por isso, amo o caminhão e a vida de caminhoneiro. A bordo da máquina, você é um pássaro sobre rodas. Vivendo dentro da boléia, aprendi a ter os pés no chão em tudo o que faço na vida. E olha que já fiz muito: fui motorista de ônibus, recepcionista, capa da Playboy… Não por acaso, deixei de lado a charmosa vida de apresentadora de TV para voltar a encarar graxa nas unhas, depois de mais de uma década longe das estradas. Sou a única mulher a participar da Fórmula Truck brasileira e não sossego enquanto não for campeã nas pistas. Aos poucos vou chegando lá. Faço a minha sexta temporada e estou competindo com mais de 20 feras muito mais experientes que eu nesse esporte! Tenho muito a crescer ainda.

Minha paixão pelo assunto tem explicação. Por pouco não vim à luz dentro de uma boléia. Grávida, minha mãe vivia para cima e para baixo no caminhão do meu velho. O pai era caminhoneiro de “carga seca” – o chamado pau para toda obra. Eles só resolveram dar uma rápida estacionada em Bela Vista do Paraíso (PR) para eu nascer. Até hoje, suspeito que tenha diesel misturado ao meu sangue. Toda vez que ouço o ronco do motor de um caminhão, meu batimento cardíaco aumenta.

A paixão começou ainda na infância. Filha única, cresci ouvindo meu pai com suas lamúrias machistas: “Ah, se eu tivesse um filho homem! Seria um grande caminhoneiro”. Aquilo me magoava, mas também me desafiava. Amava a vida na boléia e queria mostrar que eu era capaz de ser uma exímia caminhoneira. Ele, em compensação, para me fazer desistir da idéia, negava-se a me ensinar a dirigir.

Dizia que, por ser mulher, não seria boa o suficiente para “engolir uma lua” – passar dias sem dormir no volante. Mas eu era rebelde. Quando ele viajava, pegava escondido o Corcel GT branco na garagem e dava umas voltas por minha cidade natal.

A cada viagem, implorava para o velho me deixar assumir o volante. De tanto insistir, eu o venci pelo cansaço. Não esqueço. Íamos de Cuiabá a Cárceres (MT), quando ele parou o caminhão no acostamento e perguntou: “Você sabe dirigir?” Pensei comigo mesma: se eu perder essa chance, nunca mais dirijo.

Tinha 13 anos e era uma daquelas magrelonas compridas. Passando para a carona, ele assumiu um ar de superioridade e com sotaque caipira profetizou: “Tenho o dobro de sua idade dirigindo esse bicho. Vê lá! Se você frear de uma vez, a carga vai toda parar na tua nuca…” Minhas pernas tremiam tanto que não tinha força nem para segurar a embreagem.

Não raro, colocava o pé direito no freio. Com uma varetinha de pau, ele batia na minha perna. Fiquei com o joelho inchado, mas aprendi. Sentia-me a pessoa mais feliz do mundo. Vivia um sonho. Era como se me incorporasse ao caminhão.

“Mudávamos de morada conforme o preço do frete. Nessa brincadeira, rodamos o Brasil inteiro. Adorava aquela vida. Ganhávamos o mundo num caminhão verde com uma faixa branca – sim, meu pai é palmeirense fanático. Perdi as contas de quantas vezes dormimos na estrada. O velho na boléia ai já com a minha madrasta, e eu numa rede armada na carroceria. Quando tinha rede era bom, porque já dormi até em cima de melancias! É a coisa mais desconfortável do mundo. Ajudava meu pai em tudo – até a carregar e descarregar o caminhão. Quando o carro ia para oficina, ficava com ele fiscalizando os serviços. Por força do hábito, hoje entendo bastante de mecânica”.

Data de nascimento: 23 / 05 / 1968

Natural de: Bela Vista do Paraíso / PR

Reside em: município de Mairiporã / SP

Ídolo no automobilismo: Ayrton Senna